O ESTADO, LADRAVAZ CONTUMAZ
07/03/2013
Todos nós conhecemos aquela famosa frase de Frédéric Bastiat, a de que “o estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver à custa de todo mundo”. Não obstante Bastiat seja e sempre será um dos meus autores preferidos, quero dizer que, embora tenha passado anos crendo nessa afirmativa, atualmente já não a considero representativa da verdade, pelo menos a que nos cerca no mundo de hoje. Em defesa de Bastiat, devo frisar que ele escreveu na primeira metade do século XIX, tempos em que o estado, embora já fosse o ladrão de sempre, ainda não se tinha transformado no ladroaço desavergonhado e cínico que temos atualmente. Estou certo de que, se fosse vivo, ele concordaria com minha discordância e reveria sua frase.
Por que discordo de um de meus principais gurus? Bem, primeiro, porque o estado, infelizmente, não é nenhuma ficção: ele existe – existe mesmo! - e para mal de todos, exceto daqueles que nele se locupletam. Segundo, porque não é “todo mundo” que se esforça para viver à custa de todo mundo, mas sim poucos (comparativamente ao total da população) que querem viver à custa da quase totalidade da população. E terceiro, porque não precisam fazer grandes “esforços” para conseguirem seu intento.
O PAPA E OS PAPALVOS (HEITOR DE PAOLA)
04/03/2013
Uma amiga católica falou-me que as especulações jornalísticas sobre a renúncia do Papa Bento XVI e o próximo Conclave soavam como invasão de sua vida, assim como se alguém se sentisse no direito de entrar em sua casa e determinar onde e como deveriam ser guardadas sua louça, suas roupas e jóias.
Dei toda razão a ela. Com exceção dos comunicados oficiais do Vaticano e de comentários como os do Padre Paulo Ricardo Azevedo, Percival Puggina, Hermes Rodrigues Nery, Timothy George (Benedict XVI, the Great Augustinian) e outros católicos interessados no bem da Igreja, a maioria dos comentários que tenho lido são de papalvos [i] que se metem onde não foram chamados e falam sobre o que não entendem e nem lhes interessa. Estranho é que para a mídia amestrada a Igreja é uma estrutura arcaica que não interessa mais. Basta um Papa renunciar e é um Deus nos acuda, um rebuliço, não se fala noutra coisa!
KEYNESIAN MACROECONOMICS IN FIVE GRAPHS WITH ONE PAGE OF REFUTATIONS ( by Antony P. Mueller)
03/03/2013
In this spectacular article my colleague Antony Mueller, Professor of the Federal University of Sergipe, masterfully summarized in five simple graphics and only six pages the essence of Keynesian macroeconomics: the "cross diagram", the determination of national income, the inflationary and deflationary "gaps", the "multiplier", and the IS / LM model. At the end of the text he refutes the Keynesian model in a table well prepared. It is necessary to state that a very deep knowledge is required to summarize in just five graphs the essence of Keynes's thought. Professor Mueller really did it.
This article also shows clearly how successive generations of economists have been trained in universities learning a theory that is not compatible with the real world.
I will recommend it to my students as a required reading in my courses.
Podcast 4 (my lecture at the Mises Institute in Alabama, on March 8, 2012)
Presentation of my book Action, Time and Knowledge, in the ASC
In this lecture I show the fundamental concepts of the Austrian School, its core (human action, dynamic time and
Mar. 2013 - O “BOTTLE NECK” DOS PORTOS BRASILEIROS
Artigo do Mês - Ano XII– Nº 132 – Março de 2013
1. A situação atual: ineficiência
Para mal de todos os consumidores e conhecimento geral da nação, nossa economia apresenta diversos gargalos ou pontos de estrangulamento - bottle necks -, que a impedem de crescer como poderia e como desejaríamos. Temos muitos bottle necks institucionais, como o desmedido peso do estado na economia, a burocracia desestimuladora do empreendedorismo, a elevadíssima carga de tributos, a complexa estrutura tributária, a falta de atendimento às regras básicas do princípio da subsidiariedade (já que, ao final e ao cabo, as decisões mais importantes são tomadas em Brasília), as mudanças frequentes de regras, os encargos trabalhistas e a sindicalização exacerbada, além de outros entraves. Mas não podemos esquecer-nos de que há consideráveis pontos de estrangulamento em nossa precaríssima infraestrutura: estradas, ferrovias, hidrovias, navegação de cabotagem, telecomunicações, aeroportos e portos. Com isso, o chamado custo Brasil vem sendo um dos principais responsáveis há bastante tempo pelas baixas taxas de crescimento econômico.
E AÍ, YOANI?
26/02/2013
Uma blogueira visitou o Brasil, fato que poderíamos considerar como corriqueiro, habitual, banal e trivial. Mas sua simples presença aqui causou tanta celeuma, mostrou tanta intolerância, movimentou um aparato midiático tal que temos que nos perguntar o por quê disso tudo. A resposta é simples: ela é cubana, ou seja, nasceu e vive em um país dominado por uma ditadura comunista há mais de cinco décadas e veio para outro país governado há dez anos por gente que, embora jurando amor à democracia, nunca deixou de mostrar admiração patológica pelo regime que predomina na ilha-presídio, propriedade dos irmãos Castro, que fazem seu povo passar por duras agruras sem darem a mínima para o crime moral pelo qual são responsáveis.
Yoani, para postar em seu blog que ganhou notoriedade em todo o mundo precisa gastar - segundo disse na TV - seis dólares por mês, o equivalente à terça parte de seu salário, que é o preço cobrado por uma lan house, já que a internet no país miserável em que vive é precaríssima. Assim, ela escreve off line em seu computador e é obrigada a ir à loja (uma vez por mês, acredito) para postar em sua página.
Podcast 3 (sobre a política econômica do governo Dilma)
Entrevista a Bruno Garshagen para o Podcast do IMB, postada em 22/02/2013
Nesta entrevista, a de número 60 da série de Podcasts do Instituto Mises Brasil, converso com Bruno sobre a incompetência que caracteriza a equipe econômica do governo Dilma e de como os erros da equipe econômica vêm
Podcast 2 (sobre as "Dez Lições de Economia Austríaca para Iniciantes")
Entrevista a Bruno Garshagen para o Podcast do IMB, postada em 14/09/2012
Esta foi a entrevista de número 37 da série de Podcasts do Instituto Mises Brasil e nela explico as Dez Lições de Economia Austríaca para Iniciantes, que foram publicadas semanalmente no site do Instituto. As dez lições são: 1. Economia e Instituições; 2. O que é economia, escassez, escolhas e valor; 3. Ação, tempo e incerteza; 4. O que são os mercados e como são determinados os preços; 5. Os efeitos dos controles de preços; 6. Lucros, perdas e empreendedorismo; 7. Capital, juros e estrutura de produção; 8. O papel da competição; 9. Moeda e preços; e 10. Bancos, bancos centrais e ciclos econômicos.
Podcast 1 (sobre como passei a ser um economista "austríaco")
Entrevista a Bruno Garshagen para o Podcast do IMB, postada em 22/02/2013
Neste Podcast, o de número 60 da série do IMB, comento sobre minha experiência no universo acadêmico e sobre a posição de parte dos docentes em relação à Escola Austríaca, comento o curso de extensão de Escola Austríaca realizado na UERJ e como foi meu primeiro contacto com as ideias da liberdade e por que me tornei um economista Austríaco.
IL MONDO È IMPAZZITO?
14/02/2013
[Pubblicato oggi sul sito di von Mises Italia, http://vonmises.it/ in http://vonmises.it/2013/02/14/il-mondo-e-impazzito/, nel 20 febbraio sul sito Usenlab.com in http://www.usemlab.com/index.php?option=com_content&view=article&id=995:il-mondo-e-impazzito&catid=38:teoria&Itemid=139 e nel 22 febbraio sul sito di Centro Tocqueville-Acton in http://www.cattolici-liberali.com/pubblicazioni/opinioniecommenti/2013/IlMondoEImpazzito.aspx]
Da ragazzino mi piaceva giocare a calcio con gli amici nel cortile di mio zio Salvatore e, quando la palla partiva nella direzione sbagliata frantumando un vetro, lui ci rimproverava tutti col suo accento calabrese: “Guardate guagliuni cosa avete fatto! Avete visto che danno? Siete forse impazziti? Per punizione starete un mese senza palla!”.
Oggi, dopo tanti anni, mi chiedo: il mondo è forse impazzito? Perché gli economisti insistono nel rompere finestre? Perché mai Keynes ha detto che questa pratica potrebbe generare posti di lavoro? Perché non si legge Bastiat, Mises, Hayek? Se zio Turiddu fosse vivo, la giusta punizione da lui impartita a governi e banche centrali sarebbe stata: “Dimenticate Keynes e la macroeconomia tradizionale, leggete tutti i libri di Mises e degli economisti Austriaci per i prossimi cent’anni!“.
Invero, sembra proprio che il nostro vecchio mondo sia decisamente impazzito, una malattia dai diversi nomi ma tutti equivalenti: interventismo, socialismo, keynesismo, monetarismo, sviluppismo, socialdemocrazia, stato sociale, populismo …
OLHA O “TIGRÃO” AÍ, MINHA GENTE!
08/02/2013
Não! Não é o que você pode estar pensando - que se trata de um grito de guerra de algum puxador de samba para animar sua escola a começar o desfile. Refiro-me ao tigre da inflação, que está de volta à nossa casa sem fazer qualquer cerimônia.
O presidente Collor, em seu primeiro dia de governo, ao sequestrar 80% de toda a poupança financeira de cidadãos e empresas, declarou, com aquela empáfia que lhe é característica, que as medidas daquela senhora amadora que ocupava a Fazenda “haviam matado o tigre da inflação”. Pois bem, o que aconteceu – e que era facilmente previsto – foi que o tal tiro matou todos os animais da floresta econômica, menos o tigre... Ou melhor, o tigre e alguns privilegiados que tiveram acesso à inside information.
COMO O ESTADO E UM MONOPÓLIO PRIVADO DESTRUIRAM O SAMBA-ENREDO
06/02/2013
Você pode não concordar com minha opinião, mas devo dizer antes duas coisas: primeiro, que é a de um músico e não a de um artista plástico, ou de um diretor de TV, ou de um prefeito, ou de um secretário de turismo, ou de um turista, ou de um empresário dessa área, ou de um gerente de hotel. Tendo um piano sempre à frente e música em minha volta desde que fui gerado e sendo época de Carnaval, vou comentar um fato que vem me incomodando há alguns anos: a deterioração melódica, harmônica e rítmica, bastante perceptível, dos sambas-enredo das escolas cariocas e, por motivos óbvios, as de São Paulo e dos outros estados. A segunda coisa que devo mencionar é que há muito tempo deixei de assistir aos desfiles e ao Carnaval, que substituí por temporadas na praia, filmes e outros afazeres mais interessantes. Dito isso, vamos à pergunta que não quer calar: em quem colocar a culpa pela progressiva transformação dos sambas-enredo quase que em marchas?
A meu ver a queda na qualidade do samba-enredo tem dois culpados: o estado e o monopólio de transmissão do desfile. Eis uma combinação letal: estado e monopólios! E, na maioria das vezes, os segundos são consequência do primeiro.
VENDER NÃO É “MELHOR” NEM “PIOR” DO QUE COMPRAR!
04/02/2013
O Instituto Mises Brasil postou hoje um artigo bastante esclarecedor de Gary North, em que o ex-membro adjunto do Mises Institute e autor de vários livros sobre economia, ética e história desmonta com clareza didática irrepreensível o mito de que “exportar é bom e importar é ruim para o pais”. A meu ver, é uma leitura obrigatória, porque essa lenda – que remonta ao mercantilismo – tornou-se, nas palavras do próprio North, “senso comum reinante entre os economistas convencionais, a mídia e os leigos”. Pensam que “um país estará em melhor situação se ele exportar mais bens e serviços do que ele importa. A crença dominante é a de que, se um país é um exportador líquido, então este país é uma verdadeira usina de prosperidade”.
Não vou me alongar no assunto, porque acredito que no artigo ele explica muito bem o quão equivocada é essa ideia. Vou me limitar apenas a acrescentar dois argumentos adicionais para corroborar North.
DO ENTRUDO AO “VALE-TUDO”
02/02/2013
Este artigo, com pequenas modificações, foi publicado em 4 de fevereiro de 2008 na coluna que eu mantinha no extinto Jornal do Brasil.
Nestes dias que antecedem o carnaval, a mais popular de nossas festas, falar de economia e de política não vale. É aconselhável dar um tempo, até para refrescar a cabeça. O melhor a fazer nesta época do ano é nos isolarmos dessa festa que já teve seus tempos de uma alegria ingênua, desmaliciosa e até inocente, nos desfiles de corsos, ranchos e nos préstitos das grandes sociedades carnavalescas, nos bons tempos de nossos pais e avós. Acho interessante nesta semana fazer algumas reflexões sobre como o carnaval vem evolvendo, desde meados do século XIX até os nossos dias, no Rio de Janeiro. Afinal, o chamado “tríduo momesco” faz parte da nossa cultura e, portanto, reflete os valores, hábitos, usos, tradições e costumes de cada época. O carnaval é uma ordem espontânea, portanto, e, como sempre acontece quando o estado mete seu impertinente, contraproducente, incoerente e incompetente bedelho em uma ordem espontânea, ele inevitavelmente a descaracteriza e quanto mais tenta controlar a coisa, mais ela se afasta de suas origens.
Fev. 2013 - ABYSSUS ABYSSUM INVOCAT
Artigo do Mês - Ano XII– Nº 131 – Fevereiro de 2013
O abismo chama pelo abismo. Yeah, Messrs. Obama and Bernanke: deep calls to deep! Este conhecido trecho do Salmo 42 (41, na Vulgata latina) me parece um ótimo título para descrever a reação da economia dos Estados Unidos frente à batelada de medidas sucessivas do governo e do Fed cometidas nos últimos anos, em tentativas inúteis para debelar a crise. O insucesso se deve exatamente ao fato de que as causas da crise e sua resistência aos tratamentos foram os próprios “remédios” que foram e vêm sendo usados, mas quase ninguém consegue enxergar isso, daí a insistência nas terapias erradas. A frase serve também para o Brasil, a Argentina (un abismo llama a otro abismo), a Europa (l'abîme attire un autre abîme, ein Abgrund ruft den nächsten, un abisso chiama l’altro, κατά την άβυσσο, etc.) e para muitos outros países, mas hoje vou me concentrar no caso americano.
OCCASIONAL PAPER #11: ENTRE O CALEIDOSCÓPIO DE LACHMANN E O MUNDO DO FAZ-DE-CONTA DE KEYNESIANOS, MONETARISTAS E NOVOS CLÁSSICOS
1. Introdução
Uma das questões mais instigantes da teoria econômica é a discussão sobre a existência ou ausência de equilíbrio nos mercados. As diversas abordagens alternativas são para todos os gostos: há as que negam qualquer possibilidade de equilíbrio nos mercados, as que asseguram que os mercados sempre estão em equilíbrio e as que se colocam como um meio termo, tratando o equilíbrio como uma tendência para a qual tendem os mercados. Entre os que negam peremptoriamente qualquer possibilidade de equilíbrio nos mercados o mais conhecido é o economista da Escola Austríaca Ludwig Lachmann, nascido na Alemanha, com sua sociedade caleidoscópica; entre os que tratam o equilíbrio como algo permanente – e imediato - o mais famoso é Robert Lucas, o principal mentor da chamada Escola de Expectativas Racionais; e entre os que enxergam os mercados como tendendo para o equilíbrio, mas sem que esse equilíbrio seja atingido, em razão de mudanças de circunstâncias de tempo e espaço, encontramos a maioria dos economistas austríacos, desde Carl Menger e especialmente Mises, Hayek e Kirzner. O objetivo deste paper é mostrar essas três visões, passando em revista a questão do equilíbrio.
ASNO DE MUCHOS LOS LOBOS LO COMEN
25/01/2013
Os bens que pertencem a mais de um proprietário terminam sendo descuidados, porque cada um de seus donos acredita que sempre algum outro fará o que tiver que fazer para cuidar do bem. Isso não é uma invenção, é uma constatação prática, inerente à própria condição humana.
Foi essa verdade que levou Juan de Mariana (1536-1624), jesuíta escolástico da Escola de Salamanca e talvez o principal entre os protoaustríacos a escrever a célebre frase “Quando un asno es de muchos, los lobos se lo comen”. Mariana foi um grande defensor da propriedade privada, que via como um elemento essencial para o desenvolvimento das atividades comerciais. Chegou a escrever também que se a propriedade das terras fosse comum, elas seriam mal administradas e que os mais poderosos ou fortes explorariam os mais pobres ou fracos. Com meio milênio de antecedência, foi um crítico dos sem terra.
GIOVANNI REALE E A "SAGGEZZA ANTICA"
24/01/2013
Ubiratan Iorio, Membro del Comitato Scientifico e Senior Fellow del Centro Tocqueville-Acton Italia, com sede em Roma. (Publicado em dezembro de 2008, em português, no site do Istituto Tocqueville Acton da Itália)
Link: http://www.cattolici-liberali.com/pubblicazioni/PublicPolicy/international/2008/GiovanniReale.aspx
Não há palavras suficientes para descrever a alegria intelectual e espiritual que me proporcionou a leitura de Saggezza Antica – Terapia per i Mali dell'Uomo d'Oggi, do filósofo italiano Giovanni Reale, publicado pela Loyola, tradução de Silvana Cobucci Leite, com o título "O Saber dos Antigos – Terapia para os Tempos Atuais". Recebi-o em evento realizado em agosto último em São Paulo, coordenado por meu prezado colega e amigo Nivaldo Cordeiro, em que discutimos a importância das obras de Ortega e Gasset e Eric Voegelin para os difíceis dias em que está submerso o nosso mundo. Tratando-se de regalo do Nivaldo, fiz o livro "furar a fila" e passei-o à frente de dezenas de outros que, preguiçosamente, esperam enfileirados na estante do escritório. Para que fui fazer isso? Na metade do livro, comprei mais dois do mesmo autor, Corpo, Alma e Saúde – O Conceito de Homem de Homero a Platão e Il Valore dell'Uomo, este escrito com o Cardeal Angelo Scola e ainda não traduzido para o português, além de encomendar Il Pensiero Occidentale dalle Origine ad Oggi, escrito a quatro mãos (ou a duas, se o fizeram em manuscrito) com o famoso filósofo Dario Antisseri. Com isso, a fila ficou desorganizada, mais parecendo, para minha surpresa, aquelas da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, dos hospitais públicos ou do INSS... Dado isto, estou pensando em alocar uma senha de atendimento para cada livro...
ANGUES IAM MORDENS CALCANEOS VIRIS OECONOMIA !
(E AS SERPENTES JÁ PICAM OS CALCANHARES DOS HOMENS DA ECONOMIA)!
23/01/2013
Ontem alertamos para o fato de que os gramados dos Ministérios da Fazenda e Planejamento estavam repletos de serpentes escondidas e prontas para, sorrateiramente, darem os seus botes. Pois não se passou nem um dia e perigosas áspides (cobras naturais da Europa, tal como o homem que comanda a Fazenda, nascido na bela Gênova) já se deliciam picando os calcanhares branquelos dos responsáveis pela política econômica.
Como escrevemos diversas vezes, essas tentativas da pior equipe econômica de todos os tempos de “turbinar” a economia, ou aumentar o pibinho mediante expansão do crédito e mágicas amadorísticas sempre vão fracassar. As víboras da inadimplência, dos calotes e do endividamento, de um lado, e cascavel da inflação, de outro, já dão seus primeiros botes.
Assim, os atrasos acima de três meses como proporção do PIB atingiram 7,8% em novembro último, contra 5,7% em novembro de 2011; o endividamento das famílias como percentual da renda auferida nos últimos 12 meses chegou a impressionantes 44,6%, também em novembro, contra 39,1% no mesmo mês de 2011; o mercado financeiro já revê pela terceira vez consecutiva a expectativa de inflação (medida pelo IPCA) para cima, agora para 5,6%; e o boletim Focus, que reflete pesquisa coordenada pelo Banco Central, reajustou para baixo a estimativa de crescimento do PIB, em 2013, para 3,19%, já projetando para 2014 uma inflação de 5,5%. São otimistas esses caras.
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