DESILUSÃO E ESPERANÇA
14/05/2013
Quero confessar que estou absolutamente desiludido com os rumos do Brasil – vale dizer, dos brasileiros, já que o “Brasil”, na Primeira Realidade de que nos fala o filósofo Eric Voegelin, não existe, é no máximo uma metáfora geográfica, política, econômica e social. Dizendo de modo mais direto: o “Brasil” que se dane, estou desiludido é com o futuro dos brasileiros e não apenas os desta geração, mas das futuras!
Não aguento mais sequer ouvir falar dos rumos de nossa política, tamanha a degradação moral de nossos ditos “homens públicos”. A gota que faltava para transbordar o copo foi aquela foto em que Guilherme Afif Domingos, tido por muitos como nossa única alternativa liberal, beija subservientemente a mão da presidente. Sem comentários!
Não suporto mais assistir aos jornais na TV, que mais se parecem com aquele famoso programa radiofônico antigo da Rádio Tupi, o “Patrulha da Cidade”, um desfilar de crimes que se sucedem sem que as autoridades movam um dedo para atacar as raízes do problema, que não têm nada a ver com riqueza, pobreza ou “má distribuição de renda”, mas estão na redução da maioridade penal e na mudança do Código Penal.
Mai. 2013 - A TEORIA ECONÔMICA ESTÁ EM CRISE!
Artigo do Mês - Ano XII– Nº 134 – Maio de 2013
Há males que vêm para bem, ensina o velho brocardo. E a crise que toma conta do mundo desde 2007 parece ser um bom exemplo desse ensinamento popular. Os economistas – entendidos como tal os da mainstream economics – estão dando sinais claros de que estão estupefatos, perdidos e tontos há pelo menos seis anos, quando a “coisa” explodiu, uma explosão, por sinal, prevista pelos austríacos desde o início da década passada, sem que ninguém – mundo acadêmico, imprensa, mundo dos negócios – tivesse sequer dado ouvido a eles.
Ao assistir no Youtube a um debate do qual participei recentemente em Brasília, deparei-me no lado direito com um filme em que quatro economistas americanos dos mais famosos (um deles, inclusive, ganhador do Nobel) reconhecem explicitamente que não estão entendendo o que está se passando, nem porque a economia ainda não saiu da crise e nem porque está resistindo aos “remédios” que eles recomendam. Um deles chegou a formular uma imagem que diz bem do estado de confusão que domina a teoria econômica: a de que parecia que ainda havia um “gato no alto da árvore” e que ninguém sabe quem o colocou lá...
A Crise Financeira Internacional em Perspectiva

Debate "A Crise Financeira Internacional em Perspectiva: Exclamações e Interrogações 5 Anos Depois", realizado em 20 de abril de 2013 em Brasília, pelo Grupo de Estudos da Escola Austríaca de Brasília, do qual participei juntamente com Bruno Garshagen, Leandro Roque e Helio Beltrão, com moderação de Daniel Marchi.
TERRA SEM LEI
29/04/2013
Se você assistir a qualquer jornal na TV, vai certamente ver um desfile de crimes, a maioria dos quais bárbaros, revoltantes e não raro praticados por menores de 18 anos, que é a idade estabelecida para maioridade penal no país de Macunaíma. Na semana passada, “menores” (desses que não são presos, mas “apreendidos”, conforme os politicamente corretos nos querem obrigar a falar e a escrever), ao tentarem sacar em um caixa automático dinheiro de uma dentista que mantinham presa em seu consultório e ao verificarem que só poderiam retirar 30 reais, revoltaram-se, jogaram álcool na mulher e acenderam um isqueiro, queimando-a viva. Uma crueldade, uma desumanidade! Este foi apenas um dentre os inúmeros crimes que transformaram nossos jornais em verdadeiras crônicas policiais.
Quem não conhece o brocardo “a polícia prende e a justiça solta”? Será que não há algo de errado com essa tal justiça? Como explicar que o país onde há tantas “leis” seja, com todas as letras, uma terra sem lei?
A Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos

II Encontro de Escola Austríaca de Brasília
A Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (20 de abril de 2013)
(perguntas e respostas, com Leandro Roque)
UM “AUSTRÍACO” NO PAÍS DOS LOTÓFAGOS
18/04/2013
A mitologia grega, por sua riqueza e diversidade, sempre me fascinou e inspirou imagens para descrever situações do mundo real. Hoje quero mencionar os lotófagos – em grego, λωτοφάγοι, que significa “os que comem lótus” -, habitantes de uma ilha no Norte da África, que se alimentavam apenas de frutos e flores do lótus, planta de efeito narcótico e abundante no local e que os fazia perder a memória, dormir quase que permanentemente e ficar em estado de apatia.
Homero, na Odisseia, conta que Ulisses e seus homens, tendo sido suas embarcações desviadas pelo vento, foram dar à ilha dos lotófagos e que então ele enviou três dos seus companheiros para verificarem o que existia no local. Quando a fome bateu, observaram que os nativos comiam aquela planta, e então os três fizeram o mesmo, o que os levou a se esquecerem de abandonar a ilha. Ficaram, literalmente, apenas a ver navios... Ulisses, então, levou mais homens para resgatá-los à força e amarrou-os em seus bancos, a fim de que não voltassem àquela terra.
ELEGY TO A GREAT LADY
08/04/2013
Freedom is in mourning. Mrs. Margaret Hilda Thatcher, Baroness Thatcher, the Iron Lady, died today, at 87 years of age. She was the Prime Minister of the United Kingdom from 1979 to 1990 and the Leader of the Conservative Party from 1975 to 1990. She was the longest-serving British Prime Minister of the 20th Century, and was the only woman to have held the post. And she became known as the Iron Lady for her leadership and perseverance in the ideals in which she believed. But her great capacity was not merely to being a woman, but a woman of righteous character.
Her thinking was strongly marked by the Institute of Economic Affairs (IEA), a think-tank headquartered in London and founded in the middle 50s, with the mission to improve a fundamental understanding of the institutions of a free society, by expounding the role of markets in solving economic and social problems. Instead of the political and parliamentary career that the founder of IEA, Antony Fisher, intended to follow to try to prevent the spread of socialism and central planning, Friedrich Hayek suggested him the establishment of a body which could engage in research and reach intellectuals with reasoned arguments. If the intellectuals - Hayek knew that - could be convinced of the benefits of free-markets, the politicians would follow them. As we can see, the IEA is an institution with the same spirit of the Mises Institutes scattered around the world today.
AZIONE, TEMPO E CONOSCENZA (SECONDA PARTE)
03/04/2013
[Pubblicato oggi sul sito di von Mises Italia, http://vonmises.it/ in http://vonmises.it/2013/04/03/azione-tempo-e-conoscenza-la-scuola-austriaca-di-economia-ii-parte/]
Seconda parte della trascrizione della conferenza tenuta il 10 marzo 2012 in occasione della Austrian Scholars Conference ad Auburn, Stati Uniti, e riassunto del Capitolo 2 del mio ultimo libro Ação, Tempo e Conhecimento: a Escola Austríaca de Economia (Instituto Mises Brasil, São Paulo, 2011)
L’economia della Scuola Austriaca, così come la filosofia, l´epistemologia e la politica, deriva anch’essa da quella che noi chiamiamo triade di base – azione, il tempo e la conoscenza – e si diffonde attraverso i concetti di utilità marginale, soggettivismo e ordini spontanei, cioè gli elementi di propagazione.
Sulla base di questi elementi essenziali e propagatori seminali gli economisti austriaci da Menger in poi hanno eretto un vario e complesso edificio dal punto di vista scientifico. Una struttura che funziona perfettamente, per quanto possa essere definito “perfetto” il mondo reale nelle scienze sociali.
Vorrei brevemente esporre ciascuno dei sei campi della teoria economica che ritengo essenziali per la comprensione del pensiero austriaco.
AZIONE, TEMPO E CONOSCENZA (PRIMA PARTE)
02/04/2013
[Pubblicato oggi sul sito di von Mises Italia, http://vonmises.it/ in http://vonmises.it/2013/04/02/azione-tempo-e-conoscenza-la-scuola-austriaca-di-economia-i-parte/]
Prima parte della trascrizione della conferenza tenuta il 10 marzo 2012 in occasione della Austrian Scholars Conference ad Auburn, Stati Uniti, e riassunto del Capitolo 2 del mio ultimo libro Ação, Tempo e Conhecimento: a Escola Austríaca de Economia (Instituto Mises Brasil, São Paulo, 2011).
I. Introduzione
La tradizione iniziata da Carl Menger con la pubblicazione nel 1871 dei suoi Principles of Economics spazia su di un campo vasto, affascinante e formidabile della conoscenza umana che trascende l’economia raggiungendo il più ampio spettro delle scienze sociali; costantemente animato dal dibattito filosofico, ha permeato la cultura umanista in modo permanente. Hayek aveva ragione quando affermava che un economista che pensa solo nei ristretti limiti della teoria economica non sarebbe mai stato un economista completo, anche se fornito di competenza tecnica.
La tradizione austriaca richiede infatti non solo quest’ultima, ma anche la capacità di spingersi oltre e cercare di diventare un umanista. Tuttavia, anche quando si tratta di un campo molto ampio della conoscenza umana, la Scuola Austriaca possiede una notevole semplicità derivata dalla logica ineccepibile delle sue proposizioni e postulati. Come ha scritto Mises: “good economics is basic economics”!
Abr. 2013 - UM “AUSTRIÁCO HÍBRIDO” E POUCO CONHECIDO: WIKSTEED
Artigo do Mês - Ano XII– Nº 133 – Abril de 2013
Este artigo não pretende ser original. Minha principal motivação para escrevê-lo é tornar mais conhecido o nome de um economista que muito provavelmente só nos remete vagamente a uma ou outra nota de rodapé esquecida na implacabilidade do tempo e na imensidade de livros já lidos e que repousam em alguma estante. Não realizei pesquisa profunda para esse intento, apenas tomei como principal referência um artigo de Israel Kirzner que vou mencionar mais adiante, bem como informações que colhi durante poucos dias na Internet. Alguns confundem seu sobrenome com o de Knut Wicksell (1851-1926), considerado o pai da Escola Sueca de Economia e famoso por sua obra no campo da teoria monetária.
Mas de quem vamos tratar aqui é de Philip Henry Wicksteed (1844-1927), filho de um clérigo da igreja unitária, que foi ministro dessa mesma denominação (que, como sabemos, acredita em um Deus uno, rejeitando a Santíssima Trindade), classicista, medievalista (ficou famoso por seus trabalhos sobre a obra do poeta florentino Dante Alighieri), crítico literário e, a partir da meia idade, economista. Foi influenciado por Henry George e William Stanley Jevons e exerceu alguma influência sobre o pensamento de Joseph Schumpeter, Ludwig von Mises e, mais tarde, Henry Hazlitt e Murray Rothbard.
A “ESQUERDOPATIA” OU “SINISTROPATIA”
29/03/2013
[Este artigo é uma reunião de três com o mesmo título, que publiquei no extinto Jornal do Brasil em 19/9, 26/9 e 3/10 de 2005, com pequenas alterações para atualizá-los. Os três artigos originais estão em meu livro de 2011, Ensaios contra o vento].
Um esquerdopata, antes de mais nada, é um chato!
A esquerdopatia ou sinistropatia é uma das mais perigosas e contagiosas manifestações endêmicas da América Latina, com a honrosa exceção do Chile. Responsável pelo nosso enorme atraso comparativamente às sociedades desenvolvidas. Fruto do cruzamento incestuoso da mentalidade excessivamente centralizadora e patrimonialista herdada da tradição ibérica com a estratégia de ocupação dos espaços de Antonio Gramsci e do encontro adulterino de um tremendo complexo de inferioridade com uma dose desavergonhada do vício da inveja, a doença contaminou as universidades, os meios de comunicação, a cultura, a economia, a política, a linguagem e as próprias definições de moral e ética. Seus principais agentes propagadores são os chamados “intelectuais” de esquerda, para os quais a consecução de seus objetivos de se criar o “Outro Mundo Possível” justifica quaisquer meios utilizados para tal, entre os quais a mentira, o diversionismo, a tática de acusar os inimigos de práticas em que eles próprios são mestres e, como agora os brasileiros parecem perceber, a corrupção. Não foi sem razão que Paul Johnson debuxou e debochou de duas marcas dos intelectuais de esquerda: o egocentrismo e a falta de respeito para com a verdade dos fatos, sempre em nome do “social”...
Um esquerdopata típico pode ser facilmente identificado a partir de alguns comportamentos peculiares, de natureza gestual e visual e, principalmente, pela forma simplista, embora arrogante, de ver o mundo e de se expressar.
EMPREGADAS DESEMPREGADAS
28/03/2013
Nosso laborioso e honrado – que Deus me perdoe! - Senado, ao invés de preocupar-se com a corrupção que lhe vem sendo inerente, aprovou por unanimidade reforma da Constituição que iguala direitos das empregadas domésticas aos dos demais trabalhadores. De saída, podemos constatar dois fatos contundentemente verdadeiros dessa decisão, festejada como “histórica” pela mídia e pelos arautos do atraso: o primeiro é que Nelson Rodrigues estava certo quando escrevia que toda unanimidade é burra! E o segundo é que a ignorância de nossos ilustres senadores da República em assuntos econômicos é espantosa, chegando a atingir ares de – desculpem a expressão – inexcedível burrice.
Bastiat, há mais de cento e cinquenta anos, já ensinava que toda medida econômica tem dois efeitos: o que se vê e o que se deve prever. Bem, o que se vê nesta decisão do Senado? Primeiro, para os mais ingênuos, é julgar que vai favorecer a categoria; segundo, para os menos ingênuos, que seu real objetivo parece ser o de aumentar a arrecadação do FGTS e terceiro é o seu caráter vergonhosamente populista, que já leva em conta as eleições do ano que vem.
ESPELHOS PARTIDOS ( MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA)
26/03/2013
[A autora é socióloga e reside em Londrina. Recomendo a todos seu blog, www.maluvibar.blogspot.com.br]
“Somos nosso passado. Somos este quimérico museu de formas inconstantes; este amontoado de espelhos partidos”.
Jorge Luís Borges
Para entender a América Latina é preciso voltar no tempo como fiz em um dos meus livros, “América Latina – em busca do paraíso”. Constatar, tomando emprestada a expressão do genial pensador espanhol, José Ortega y Gasset, nossa “embriogenia defeituosa”. E, apesar das diferenças entre a colônia portuguesa e as colônias espanholas entender que origens coloniais fizeram igualmente de nós sociedades invertebradas.
Afinal não tivemos como na “Espanha invertebrada” de Gasset “a comunidade de propósitos” que faz com que grupos integrantes “convivam não por estar juntos, mas sim por fazer algo juntos”. Ao mesmo tempo, nossas sociedades desiguais, o isolamento entre as camadas sociais, a falta de “minorias seletas” que comandassem o processo emancipatório, a inexistência do espírito associativo substituído pela vivência do pequeno mundo familiar ou clânico gerarão o desequilíbrio estrutural cujas manifestações mais graves até hoje sentidas são: o atraso econômico, a mentalidade do atraso, o autoritarismo, o paternalismo, o clientelismo, o nepotismo, o patrimonialismo e a corrupção endêmica.
CHIPRE, UMA COBAIA DE MERKEL PARA IMPOR BAIL-INS AOS PIIGS? (HELIO BELTRÃO)
24/03/2013
[Artigo bastante elucidativo e inteligente de Helio Beltrão postado hoje no excelente blog O Ponto Base, em http://opontobase.com.br/chipre-uma-cobaia-de-merkel-para-impor-bail-ins-nos-piigs/. Helio é presidente do Instituto Mises Brasil, e foi executivo do Banco Garantia. Como gestor e analista de investimentos, utiliza primordialmente a Escola Austríaca e value investing, aliados à perspectiva histórica e geopolítica. É membro de inúmeros conselhos de administração, e possui MBA em Finanças pela Columbia Business School. Aqui ele lança seu olhar arguto, sempre baseado nos ensinamentos da Escola Austríaca, e tenta responder a importantes questões: Que acontecerá? Haverá acordo? Se houver, o que acontecerá quando os bancos voltarem a abrir? O Chipre sairá da UE e abandonará o euro como moeda? Como tudo isso afeta mercados]?
A PRETENSÃO DO CONHECIMENTO (F. A. HAYEK)
19/03/2013
1. [Discurso de Friedrich August von Hayek em 11 de dezembro de 1974, na Academia Sueca, quando recebeu o Nobel de Economia, publicado no site do IMB em 20/07/2011. Naquela ocasião, por uma ironia do destino, Hayek (1899-1992), membro fundador do Mises Institute (convidado por Rothbard), teve que dividir o prêmio com seu rival ideológico, o sueco Gunnar Myrdal. O grande economista austríaco recebeu a honraria "pelos seus trabalhos pioneiros sobre a teoria da moeda e das flutuações econômicas e por suas análises perspicazes sobre a interdependência dos fenômenos econômicos, sociais e institucionais"]
2. [Este é um dos artigos mais importantes escritos por um economista. Por isso, apesar de um tanto longo, se você quer saber de verdade o que é a ciência econômica, aconselho fortemente sua leitura, uma, duas, três, tantas vezes quantas forem necessárias, até sua plena compreensão]
A ocasião especial dessa conferência, juntamente com o principal problema prático que os economistas enfrentam atualmente, tornaram a escolha deste tópico praticamente inevitável. Por um lado, a ainda recente criação do Prêmio Nobel em Ciências Econômicas é um passo significativo no processo pelo qual, na opinião do público geral, foi concedida à ciência econômica um pouco da dignidade e do prestígio das ciências físicas. Por outro lado, os economistas estão hoje sendo chamados para salvar o mundo livre da séria ameaça da aceleração inflacionária, que foi causada — devemos admitir — pelas mesmas políticas que a maioria dos economistas recomenda, com grande insistência, que os governos adotem. Com efeito, resta-nos nesse momento poucos motivos de orgulho: como profissionais, criamos uma enorme bagunça.
Parece-me que essa incapacidade dos economistas em sugerir políticas mais bem sucedidas está intimamente ligada à propensão a imitar, o mais rigorosamente possível, os procedimentos das mais brilhantemente exitosas ciências físicas — tentativa essa que, em nosso campo profissional, pode levar a erros crassos. Esta é uma abordagem que passou a ser descrita como sendo uma atitude "cientificista" — uma atitude que, como defini há cerca de trinta anos, "é decididamente não científica no verdadeiro sentido do termo, pois envolve uma aplicação mecânica e indiscriminada de hábitos de pensamento a campos diferentes daqueles em que esses hábitos foram formados"[1] Quero hoje iniciar essa palestra explicando como alguns dos mais graves erros da atual política econômica decorrem diretamente desse erro científico.
“HABEMUS CURSUM”! “HABEMUS PALESTRAM”!
16/03/2013
[Artigo publicado hoje no site do Instituto Mises Brasil. Para acessar o programa de cursos e palestras, clique no banner correspondente na home deste site ou diretamente em http://www.mises.org.br/Courses.aspx]
Sim, já temos o primeiro curso e a primeira palestra! Como responsável pela área acadêmica compartilho com vocês, em meu nome, no do Presidente Helio Beltrão e no de toda a valorosa equipe do IMB, a grande satisfação, motivação e esperança que é anunciar – sem fumaça branca, mas com a pompa e a circunstância que somente o latim possui - o início de nosso programa de cursos e palestras on line, nos moldes do Mises norte-americano. Se dissermos apenas que essa auspiciosa notícia vem “preencher uma lacuna” em termos do ensino de economia e ciências sociais, estaremos caindo em um lugar comum, por isso preferimos afirmar que nosso programa, além de encher esse vazio, pretende revolucionar o estudo da ciência econômica e de todos os que se interessam pelas ciências sociais em nosso país, em uma perspectiva de longo prazo, entendido como uma geração.
Como se sabe, as faculdades brasileiras, particularmente as de economia, estão tomadas por keynesianos, neokeynesianos, schumpeterianos, marxistas, desenvolvimentistas e – embora em número menor – monetaristas; muitas instituições de ensino exigem que as dissertações de mestrado e doutorado de seus alunos empreguem métodos econométricos e algumas chegam a impor essa exigência até na graduação, em seus TCCs (trabalhos de conclusão de curso).
O QUE NÓS, CATÓLICOS, DEVEMOS ESPERAR DE UM PAPA
14/03/2013
Ontem, assim que o mundo ouviu o imponente Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam, começaram com rapidez impressionante, na TV, na Internet e em todos os meios midiáticos, tentativas de denegrir a imagem daquele que o conclave elegeu. Prefiro nem comentá-las, exatamente por conhecer suas causas e seus propósitos nefandos. Quero apenas escrever em poucas linhas o que nós, católicos, devemos esperar não apenas do novo Papa Francisco, mas de todo e qualquer herdeiro do trono de Pedro, a quem Jesus entregou simbolicamente as chaves de seu Reino e assegurou que as portas do inferno e do mal jamais prevaleceriam contra aquela Igreja que Ele fundou naquele momento.
UMA DEFESA LIBERTÁRIA DOS PRECONCEITOS (DANIELA SILVA)
11/03/2013
[Daniela Silva, portuguesa, é mestranda na Universidade de Aveiro, sendo seus orientadores os distintos professores austríacos André Azevedo Alves e José Manuel Moreira. Este artigo foi publicado em ML – Movimento Libertário, http://movimentolibertario.net/?p=619 , em 10/03/2013]
«Ao repudiar os ritos, o homem se reduz a animal que copula e come.»
(Nicolás Gómez Dávila)
«Se estamos interessados em alargar o raio de influência dos princípios libertários – numa sociedade, académica e mediaticamente, presa e fustigada pela propaganda emitida pelo sistema – convém, de vez em quando, ir averiguar, humildemente, se algum fracasso ou estagnação da nossa empreitada deriva da nossa própria irresponsabilidade. Ou seja, perceber se há alguma fraqueza a emperrar o avanço e reconhecer que podem existir barreiras criadas por nós próprios e que retraem a aproximação de potenciais simpatizantes. Pior ainda do que retrair, é a nossa acção poder estar a ser um contributo activo na boca dos opositores que tiverem o propósito de desacreditar, denegrir e frustrar as nossas propostas.
O ESTADO, LADRAVAZ CONTUMAZ
07/03/2013
Todos nós conhecemos aquela famosa frase de Frédéric Bastiat, a de que “o estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver à custa de todo mundo”. Não obstante Bastiat seja e sempre será um dos meus autores preferidos, quero dizer que, embora tenha passado anos crendo nessa afirmativa, atualmente já não a considero representativa da verdade, pelo menos a que nos cerca no mundo de hoje. Em defesa de Bastiat, devo frisar que ele escreveu na primeira metade do século XIX, tempos em que o estado, embora já fosse o ladrão de sempre, ainda não se tinha transformado no ladroaço desavergonhado e cínico que temos atualmente. Estou certo de que, se fosse vivo, ele concordaria com minha discordância e reveria sua frase.
Por que discordo de um de meus principais gurus? Bem, primeiro, porque o estado, infelizmente, não é nenhuma ficção: ele existe – existe mesmo! - e para mal de todos, exceto daqueles que nele se locupletam. Segundo, porque não é “todo mundo” que se esforça para viver à custa de todo mundo, mas sim poucos (comparativamente ao total da população) que querem viver à custa da quase totalidade da população. E terceiro, porque não precisam fazer grandes “esforços” para conseguirem seu intento.
O PAPA E OS PAPALVOS (HEITOR DE PAOLA)
04/03/2013
Uma amiga católica falou-me que as especulações jornalísticas sobre a renúncia do Papa Bento XVI e o próximo Conclave soavam como invasão de sua vida, assim como se alguém se sentisse no direito de entrar em sua casa e determinar onde e como deveriam ser guardadas sua louça, suas roupas e jóias.
Dei toda razão a ela. Com exceção dos comunicados oficiais do Vaticano e de comentários como os do Padre Paulo Ricardo Azevedo, Percival Puggina, Hermes Rodrigues Nery, Timothy George (Benedict XVI, the Great Augustinian) e outros católicos interessados no bem da Igreja, a maioria dos comentários que tenho lido são de papalvos [i] que se metem onde não foram chamados e falam sobre o que não entendem e nem lhes interessa. Estranho é que para a mídia amestrada a Igreja é uma estrutura arcaica que não interessa mais. Basta um Papa renunciar e é um Deus nos acuda, um rebuliço, não se fala noutra coisa!
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